Microchipagem de cachorros




Quem me acompanhou pelo Facebook em 2015 ficou sabendo que eu adotei uma princesa em outubro daquele ano. O nome dela é Lola e, atualmente, ela possui 1 ano e 11 meses. *-*

Lola teve uma história difícil, principalmente no que concerne aos seus primeiros nove meses de vida. Lutamos contra uma disfunção genética originária de uma doença que a mãe biológica dela passou para ela durante a amamentação. Depois de muito remédio homeopático, dietas especiais, sabonetes e reza, Lola venceu essa fase e hoje tem todos os pelinhos no lugar, nove quilos de gostosura e uma energia insuperável.

Para quem me pergunta, respondo que ela nasceu do meu coração, porque para mim, ela é minha filha e ponto. Então, quando você se sente assim, é claro que precisa tomar todas as medidas necessárias para manter seu filhote sempre por perto. Foi assim que entrou o seguinte assunto em pauta: imagina se decido viajar, o que vou fazer com a Lola? Se eu sumo um dia, a menina entra em colapso nervoso, então não rola deixar ela com meus pais por uma semana e viajar por aí. Foi assim que realizei algumas pesquisas sobre todos os pré-requisitos possíveis para levar Lola comigo em todas as viagens que eu puder imaginar. 

Para viagens nacionais, os únicos procedimentos são: atualização da carteira de vacinação e de vermifugação e atestado de saúde assinado e carimbado por veterinário responsável. Para viagens internacionais, alguns trechos e para facilitar no restante, é preciso ter um microchip inserido no dog, sorologia da raiva realizado pelo CZZ, atualização da carteira de vacinação e de vermifugação e atestado de saúde assinado e carimbado por veterinário responsável (pode adicionar um passaporte se for para a Europa, dispensando, assim, a presença de um atestado de saúde do veterinário na hora do embarque).

Das coisas que Lola não tinha, o primeiro passo dos procedimentos é a tal microchipagem, que consiste em inserir um chip no dorso do bebê cão, mais próximo ao pescoço. Esse chip contém todos os dados do dono e do bichinho, o que até facilita em consultas veterinárias ou para contatá-lo caso ele se perca, por exemplo. O microchip é da grossura de um grão de arroz e um pouco maior em comprimento. Eu considerei grossa demais a agulha que insere o treco, mas é a vida. Não tinha como voltar atrás (até porque não tem outro jeito). 

Para colocar o negócio na Lola na posição certa e com segurança, tiveram que colocar focinheira porque ela não deixava ninguém chegar perto (só mamãe) e três pessoas seguraram ela (chorei, tremi e me senti a pior pessoa do mundo). Ela sentiu algum incômodo durante, mas o local não ficou dolorido e não reclamou mais depois. 

Não são todos os estabelecimentos que realizam o procedimento e você precisa tomar alguns cuidados: 


1. A marca mais indicada pelos veterinários é a Virbac, mas precisa estar bem atento ao lote de fabricação. Primeiro porque tem cinco anos de validade para inserção no animal após a fabricação (depois de inserido não tem validade) e segundo porque os lotes de 2013 estavam defeituosos, o que traz muitos problemas para nós, os donos, e para os animais, que precisam ter seus chips trocados.
2. O microchip deve estar de acordo com as ISOS 11784 e 11785 e deve acompanhar um Certificado de Microchipagem assinado e carimbado pelo veterinário responsável com o código do chip. O da Lola é esse aí de baixo, usando o banco de dados da Animalltag. Eu também recebi alguns adesivos com as informações do chip para colar em outros documentos dela de suma importância, como a carteira de vacinação.

3. Não adianta você escolher o lugar mais barato porque isso pode te trazer mil e um problemas. É melhor que o cachorro passe pelo procedimento com o máximo de segurança possível, com um profissional que já tenha feito aquilo diversas vezes e com um chip de qualidade, mesmo pagando mais por isso. O preço varia entre R$ 80,00 e R$ 120,00, aumentando a cada ano devido à procura e à inflação. Eu realizei o procedimento na VetCenter, no bairro de Vila Valqueire no Rio de Janeiro. Admito que não gostei da pouca atenção que me deram, mas eles agiram com bastante naturalidade, pois estavam muito acostumados a isso. Me passou alguma segurança. Fora que "o chip deles" tem todos os aspectos que mencionei nos tópicos 1 e 2. 
4. Depois de inserir o chip em um local adequado, pagar e pegar o seu Certificado, é preciso que você entre no site indicado pelo profissional para fazer o seu cadastro e o cadastro do seu neném associado ao número do chip. Sem isso, o chip não valerá de absolutamente nada. O meu banco de dados, como mencionei antes, é o Animalltag, que mantém controle dos meus dados, dos dados da Lola e da carteira de vacinação e de vermifugação dela. Não tive problemas em nenhum momento do cadastro. Gostei! 

Feito isso, você só precisa manter seus dados atualizados e pronto. A etapa de microchipagem foi realizada com sucesso! O seu bebê precisa ficar pelo menos uma semana sendo observado para verificar se teve alguma reação, mas minhas pesquisas incessantes nos últimos meses dizem que são casos muitíssimos raros. Eu li muita coisa pavorosa e comum neste tempo enquanto me decidia sobre o procedimento, inclusive o caso de dois veterinários que inseriram os chips neles mesmos (e isso faz quatro anos) para provar que o treco é seguro e eles estão bem mesmo! 

Após o período de observação, que tem duração mínima de uma semana, você deve reforçar a vacina antirrábica do dog. Por isso, o melhor a se fazer quanto ao chip é inseri-lo algum tempo antes do vencimento da vacina de raiva, batendo o reforço mandado pelo procedimento com o reforço padrão.

Se vocês tiverem dúvida sobre o chip, sobre o procedimento ou sobre como procurar pelo serviço, deixem seu comentário! Vou ter prazer em contar mais detalhes das pesquisas que fiz. :)

Até a próxima!

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